À flor da pele
A tatuadora Pis Saro cria belas tatuagens inspiradas na natureza
No livro Tocar, o antropólogo inglês, Ashley Montagu propõe que o tato é um sentido fundamental da experiência humana. A pele segundo suas pesquisas é o nosso primeiro cérebro, sendo o tato uma base para todos os outros sentidos e uma necessidade biológica.
O pesquisador critica a cultura ocidental moderna, pelo distanciamento corporal cada vez mais crescente entre as pessoas e traz dados das consequências deste empobrecimento relacional.
O contato corporal regula nossos estados emocionais influenciando nossa frequência cardíaca, nossos hormônios e reduzindo o estresse numa sensação de segurança.
Você já ouviu esta música de Zeca Baleiro e Rachell Luz ?
Já se sentiu assim ?
A possibilidade de partilha dos nossos estados de vulnerabilidade não são muito frequente. Temos uma dificuldade em acolher amorosamente estes momentos de sensibilidade à flor da pele.
Na teoria Polivagal de Stephen Porges, desenvolvida na década de 90, foi descrito como a experiência de segurança e vínculo é mediada pelo sistema nervoso autônomo.
Segundo estes estudos, estamos constantemente avaliando no ambiente sinais de perigo. O autor introduz o conceito de neurocepção, a avaliação inconsciente de risco, e propõe que a segurança, a luta/fuga e o congelamento são respostas adaptativas evolutivas para a sobrevivência.
Podemos confiar nesta pessoa ou grupo para expor os nossos sentimentos, se eu chorar vou causar uma má impressão ?
Ambiências de aprendizagem eficazes dependem de segurança relacional, da confiança de que posso expressar meus sentimentos, minhas dúvidas e de que posso errar sem ser intimidado.
Na perspectiva criativa estes momentos de crise emocional são aberturas cognitivas para que possamos buscar outros caminhos e ter uma escuta mais profunda do que nos frustra ou assusta.
Com quem você sente junto ?